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Papa Francisco TED 2017

por antipulhítico, em 24.07.17

Boa noite — ou bom dia, não sei bem que horas são aí. Qualquer que seja a hora, estou contente por participar no vosso encontro. Gosto muito do título – “The future you” – porque olha para o amanhã, mas convida desde hoje ao diálogo, olhando para o futuro convida a dirigir-se a um "tu", "The Future You". O futuro é feito por vós, é feito de encontros, porque a vida decorre através das nossas relações. Os meus muitos anos de vida amadureceram a minha convicção de que a existência de cada um de nós está interligada à dos outros: a vida não é só tempo que passa, mas tempo de encontro. Quando encontro ou escuto doentes que sofrem, emigrantes que enfrentam terríveis dificuldades na procura de um futuro melhor, presos que carregam um inferno no coração, pessoas, em especial os jovens, que não arranjam trabalho, surge-me uma pergunta: "Porquê eles e não eu?" Eu também nasci numa família de migrantes. O meu pai, os meus avós, tal como muitos outros italianos, partiram para a Argentina e conheceram o destino dos que nada possuem. Eu também podia ter acabado entre essa gente "posta de lado". É por isso que me interrogo, do fundo do coração: "Porquê eles e não eu?" Primeiro que tudo, gostaria muito que este encontro nos ajudasse a recordar que todos precisamos uns dos outros, que nenhum de nós é uma ilha, um "eu" autónomo e independente, separado dos outros. Só podemos construir o futuro mantendo-nos juntos, sem excluir ninguém. Não pensamos muito nisso, mas as coisas estão todas ligadas, e precisamos de restabelecer as nossas ligações. Mesmo os juízos duros que guardo no coração contra o meu irmão ou a minha irmã, aquela ferida que não sarou, a ofensa que não foi perdoada, aquele rancor que só me vai fazer mal, é tudo um pedaço de guerra que carrego comigo, é um fogo no coração que é preciso extinguir, antes que irrompa um incêndio que transforme tudo em cinzas. Por diversas razões, muitas pessoas não acreditam que seja possível haver um futuro feliz. Estes temores devem ser levados a sério, mas não são intransponíveis. Podem ser ultrapassados, se não nos fecharmos em nós mesmos. Porque a felicidade só pode ser encontrada como um dom de harmonia de todos os elementos no seu conjunto. Também a ciência — sabeis isso melhor do que eu — aponta para uma compreensão da realidade onde todas as coisas estão numa interligação contínua entre si. Isso leva-me à minha segunda mensagem. Como seria belo se o desenvolvimento da inovação científica e tecnológica fosse acompanhado por uma igualdade e inclusão social sempre maiores! Como seria belo se, à medida que descobrimos novos planetas distantes, descobríssemos as necessidades dos nossos irmãos e irmãs que orbitam à nossa volta! Como seria belo que a fraternidade, esta palavra tão bela e, por vezes, incómoda, não se reduzisse apenas à assistência social mas, pelo contrário, se tornasse na atitude de base nas opções a nível político, económico e científico, nas relações entre as pessoas, os povos e os países. Só a educação na fraternidade, numa verdadeira solidariedade pode ultrapassar a "cultura do desperdício", que não diz respeito apenas aos alimentos e aos bens mas, acima de tudo, às pessoas que são marginalizadas dos sistemas tecnoeconómicos que, sem sequer se aperceberem, não colocam o homem no centro, mas os produtos do homem. A solidariedade é uma palavra que muitos desejam apagar dos dicionários. Mas a solidariedade não é um mecanismo automático, não pode ser programada nem controlada. É uma resposta livre, que nasce do coração de cada um de nós. Sim, uma resposta livre! Quando nos damos conta de que a vida, mesmo no meio de tantas contradições, é um dom, de que o amor é a fonte e o sentido da vida, como é possível retermos o desejo de fazer o bem a outro ser humano? Para fazer esse bem, precisamos de memória, de coragem e também de criatividade. Disseram-me que a TED reúne muita gente muito criativa. Sim, o amor exige uma atitude criativa, concreta e engenhosa. Não bastam as boas intenções e as fórmulas convencionais, tantas vezes usadas para apaziguar a consciência. Todos juntos, ajudemo-nos a recordar que os outros não são uma estatística ou um número. O outro tem um rosto. O outro é sempre um rosto concreto, um irmão de quem devemos cuidar. Jesus contou uma parábola para nos ajudar a perceber a diferença entre os que não se incomodam e os que se preocupam com os outros. Talvez já a tenham ouvido, é a Parábola do Bom Samaritano. Quando perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" ou seja, "Com quem me devo preocupar?" Jesus contou esta história, a história de um homem que tinha sido assaltado, roubado, espancado e abandonado na estrada. Ao vê-lo, um sacerdote e um levita, duas pessoas muito influentes na época, passaram por ele sem parar. Depois, chegou um samaritano, uma etnia muito desprezada. Aquele samaritano, ao ver o homem ferido, no chão, não o ignorou, como os outros, como se ele não fosse ninguém, mas sentiu compaixão por ele, comoveu-se. Essa compaixão levou-o a agir de modo muito concreto. Derramou azeite e vinho nas feridas daquele homem, levou-o a uma hospedaria e pagou do seu bolso para ele ser tratado. A história do Bom Samaritano é a história da humanidade de hoje. O caminho das pessoas está sulcado de feridas, porque o centro de tudo é o dinheiro, são as coisas, e não as pessoas. É habitual que as pessoas que se consideram "de bem", não se preocupem com os outros, deixando para trás tantos seres humanos, populações inteiras, na berma da estrada. Felizmente, também há aqueles que estão a criar um mundo novo, cuidando dos outros, mesmo à custa do seu bolso. De facto, a Madre Teresa de Calcutá disse: "Não podemos amar, se não for à nossa custa". Temos tanto que fazer, e temos que fazê-lo em conjunto. Mas como podemos fazer isso, com todo o mal que respiramos? Graças a Deus, nenhum sistema pode anular a nossa abertura ao bem, à compaixão à capacidade de reagir contra o mal, que nascem no fundo do coração do homem. Podeis dizer-me: "Sim, são palavras maravilhosas, "mas eu não sou o Bom Samaritano, nem a Madre Teresa de Calcutá". Pelo contrário, cada um de nós é precioso. . Cada um de nós é insubstituível aos olhos de Deus. Na noite dos conflitos que estamos a atravessar, cada um de nós pode ser uma candeia acesa, que recorda que a luz vence as trevas, e não o contrário. Para nós, cristãos, o futuro tem um nome, e esse nome é esperança. Ter esperança não significa sermos ingénuos de forma otimista que ignoramos a tragédia dos males da humanidade. A esperança é a virtude de um coração que não se fecha na escuridão, que não se fecha no passado, que não se limita a viver no presente, mas sabe ver o amanhã. A esperança é a porta aberta para o futuro. A esperança é uma semente de vida, humilde e oculta, que se transforma com o tempo, numa enorme árvore. É como um fermento invisível que faz levedar toda a massa, que dá sabor a toda a vida e pode fazer tanta coisa, porque basta uma pequena centelha de luz que se alimenta da esperança para acabar com a escuridão. Basta um único homem para que exista esperança e esse homem pode ser um de vós. Depois, poderá ser um outro e mais outro, e passamos a ser "nós". Então, a esperança só começa quando somos um "nós"? Não. A esperança começou com "um" de nós. Quando somos "nós", começa uma revolução. A terceira e última mensagem que queria partilhar convosco é sobre a revolução, a revolução da ternura. O que é a ternura? É o amor que se aproxima e se torna concreto. É um movimento que parte do coração e chega aos olhos, às orelhas e às mãos. A ternura significa usar os olhos para ver o outro, usar as orelhas para ouvir o outro, para escutar o grito das crianças, dos pobres, dos que têm medo do futuro. para escutar também o grito silencioso do nosso lar comum, desta Terra doente e poluída. A ternura significa usar as mãos e o coração para reconfortar os outros, para cuidar daqueles que precisavam. A ternura é a linguagem dos mais pequeninos, daqueles que precisam do outro. Uma criança afeiçoa-se à mamã e ao papá pelas carícias, pelo olhar, pela voz, pela ternura. Gosto de ouvir o papá ou a mamã a falarem com o seu bebé, quando imitam as crianças e lhe falam tal como ele fala, Isso é ternura: descer ao mesmo nível do outro. O próprio Deus desceu enquanto Jesus para ficar ao nosso nível. Este é o mesmo caminho que o Bom Samaritano percorreu. É o caminho que Jesus percorreu. Baixou ao nosso nível, atravessou toda a vida do homem com a linguagem concreta do amor. Sim, a ternura é o caminho que os homens e as mulheres mais fortes e mais corajosos percorreram. A ternura não é fraqueza, é coragem. É o caminho da solidariedade, o caminho da humildade. Vou dizê-lo claramente: quanto mais poderosos formos, quanto maior for o impacto das nossas ações sobre as pessoas, mais humildes devemos ser. Porque, senão, o poder arruinar-nos-á e arruinaremos os outros. Dizia-se na Argentina que o poder é como beber "gin" em jejum. Sentimo-nos tontos, embriagados, perdemos o equilíbrio e acabamos por fazer mal a nós mesmos e aos outros, se não juntarmos o poder à humildade e à ternura. Por outro lado, com humildade e amor concreto, o poder — o mais alto, o mais forte — torna-se um serviço, uma força para o bem. O futuro da humanidade não está só nas mãos dos políticos, dos grandes líderes, das grandes empresas. Claro, a responsabilidade deles é enorme. Mas o futuro está sobretudo nas mãos das pessoas que reconhecem o outro como a elas próprias e reconhecem-se como fazendo parte de um "nós". Todos precisamos uns dos outros. por isso, por favor, pensem em mim também com ternura, para eu poder cumprir a tarefa que me foi confiada para o bem dos outros, de todos, de todos vós, de todos nós. Obrigado.

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O Norte, por Miguel Esteves Cardoso

por antipulhítico, em 19.06.17

Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela >entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'. Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'

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Cenoura, ovo ou café?

por antipulhítico, em 08.05.17

Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. Sua avó levou-a para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou-as no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.

 

Cerca de vinte minutos depois, desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela. Virando-se para a neta, ela disse: "Diga-me o que você vê."

"Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido. Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: "O que significa isso, vovó?"

Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis - sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.

"Qual deles é você?", perguntou a avó. "Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?

Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?

Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente - a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?"

E você? Como lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz.

As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo - elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho. Que todos nós possamos ser como o café!

 

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CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING

por antipulhítico, em 08.04.17

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...) Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo! Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha! Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer, dezer nós aqui no sul (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...) Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o que são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago! Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago? Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!! (texto escrito por Pedro Nuno Costa Sampaio seguindo o acordo ortográfico do Porto)

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PAULO NÚNCIO

por antipulhítico, em 22.03.17

Quem é Paulo Núncio?

Antes de chegar ao Governo, o dirigente do CDS assessorou multinacionais no offshore da Madeira e o fabricante dos blindados no caso das falsas contrapartidas. No governo, destacou-se pela amnistia fiscal aos Espírito Santo que “lavou” as luvas dos submarinose pela isenção milionária aos grandes grupos económicos.
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais pode mesmo vir a ser o único sobrevivente da vaga de demissões dos responsáveis pelo fisco português. Paulo Núncio foi o primeiro a desmentir a existência de uma “lista VIP” de contribuintes protegidos das consultas dos funcionários da administração fiscal, para depois se ver desmentido pelos factos. Mas esta polémica, em torno da proteção do cadastro fiscal de Passos Coelho, Paulo Portas, Ricardo Salgado, Cavaco Silva e muitos outros, não é a primeira em que o secretário de Estado está envolvido.
No seu currículo de advogado fiscalista tem as sociedades Morais Leitão, Galvão Teles & Associados (MLGTS) e Garrigues & Associados, desde 2007 até à entrada no Governo. Na primeira, esteve ligado ao ramo do escritório para o offshore da Madeira, sendo representante da MLGTS Madeira Management & Investment SA (link is external).Esta sociedade foi apontada no livro Suite 605 como a criadora de um grupo de 112 sociedades com o mesmo nome, operação de clonagem que levou a investigações judiciais com origem em Itália. Antes das eleições de 2011, foi chamado por Paulo Portas para as reuniões com a troika, na altura apresentadas como “negociações”.
A maior amnistia fiscal de sempre ao dinheiro escondido no estrangeiro
Logo no primeiro Orçamento de Estado, é criado o terceiro Regime Especial de Regularização Tributária (RERT III), que permitiu a quem escondeu dinheiro em contas no estrangeiro legalizar a situação e proteger-se de futuras condenações a troco de uma taxa de 7,5% sobre o montante declarado. Ao contrário dos dois RERT anteriores, sob o governo Sócrates, este não obrigou ao repatriamento dos capitais, servindo apenas para os amnistiar. A descoberta do esquema de fuga de capitais revelado pela investigação Monte Branco levou ao prolongamento do prazo de candidatura a esta amnistia fiscal. Foi um recorde: 3.4 mil milhões de euros legalizados, mais do que nos RERT I e II juntos.
Entre outros negócios obscuros, o RERT III serviu para ilibar os dirigentes do Grupo Espírito Santo de qualquer acusação a respeito das luvas recebidas pela compra dos submarinos ao consórcio alemão, permitindo ao Ministério Público dar por encerrada a investigação. Paulo Núncio também esteve ligado aos RERT anteriores, mas então no apoio aos beneficiários, ao serviço da Garrigues & Associados. Em 2010, explicava esse regime aos seus clientes como uma “amnistia fiscal” que garante "um escudo protetor (relativamente aos valores declarados) de todas as obrigações fiscais e mesmo de todas as infrações cometidas”. Dois anos depois, falando ao Expresso sobre o RERT III, que criara enquanto governante, garantia que "o Governo rejeita expressões como 'amnistia fiscal' ou 'perdão fiscal'".
A isenção fiscal às SPGS
Poucos meses depois de entrar no governo, um despacho assinado por Núncio isentou os grandes grupos económicos do pagamento de milhões de euros em impostos. "Na prática, uma empresa que pague um euro de uma sua subsidiária pode estar isenta de milhões de euros das sedes dessas empresas", explicou na altura o deputado bloquista Pedro Filipe Soares.
O despacho sobre a tributação dos dividendos dos grupos com sociedades gestoras de participações sociais (SGPS) resultou da polémica venda da empresa telefónica Vivo por parte da Portugal Telecom, cujas mais valias avaliadas em 6 mil milhões de euros não pagaram um cêntimo de imposto. O labirinto montado para as SGPS por empresas de advogados como a de Paulo Núncio, com recurso a sociedades offshore ou paraísos fiscais como o Luxemburgo, permitia-lhes escapar a esta tributação. O despacho assinado pelo Secretário de Estado ajudou ainda mais as grandes empresas a escapar ao pagamento de milhões de euros em impostos. Em 2014, uma auditoria do Tribunal de Contas acusou o Governo de esconder a concessão de benefícios fiscais (link is external) às SGPS no valor de 1045 milhões de euros.
As contrapartidas dos negócios militares
Quando a Fabrequipa é pressionada a assinar contrapartidas que não queria, Pita recorda a presença de Paulo Núncio em representação da Steyr. Já nessa altura, a maioria PSD/CDS protegeu Paulo Núncio, impedindo a sua audição e esclarecimento do seu papel neste negócio.
Se foi com o RERT III de Paulo Núncio que os beneficiários do negócio dos submarinos escaparam à lei, o próprio Secretário de Estado teve um papel importante, enquanto representante da austríaca Steyr, no negócio-fantasma das contrapartidas pela aquisição de blindados para o exército. Na abertura do concurso, Paulo Portas era ministro da Defesa e coube também ao líder do CDS adjudicar a compra dos Pandur à empresa representada por Núncio. Essa decisão é tomada já depois de Jorge Sampaio ter demitido o seu governo e justificada com a promessa de que isso faria renascer a entretanto encerrada fábrica da Bombardier na Amadora. Sete anos depois, o acordo era denunciado por incumprimento de prazos e outras obrigações da Steyr, entretanto adquirida por um fabricante norte-americano. Só em 2014 houve acordo para terminar o litígio do Estado com a empresa.
Em declarações na comissão parlamentar de inquérito, em 2014, o empresário Francisco Pita, da Fabrequipa, empresa do Barreiro subcontratada para o fabrico dos blindados, afirmou ter sido “obrigado” a adquirir uma empresa sem qualquer atividade e que detinha os direitos das contrapartidas, a GOM. E quando a Fabrequipa é pressionada a assinar contrapartidas que não queria, Pita recorda a presença de Paulo Núncio em representação da Steyr. Já nessa altura, a maioria PSD/CDS protegeu Paulo Núncio, impedindo a sua audição e esclarecimento do seu papel neste negócio.

 


STJJ - Sociedade, Tributos, Justiça e Juricidade.

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Pedro Barroso

por antipulhítico, em 31.01.17

 

 


Cantor Pedro Barroso confessa que não consegue ser “gay” mas que se sente bem assim

Pedro barroso.png 

POEMA

O cerco

Venho aqui pedir desculpa
de não ser evoluído,
apesar destas campanhas
na rádio, na televisão,
em toda a parte, insistindo
na urgência do assunto…
Eu não consigo gostar;
- não consigo mesmo, pronto.
Sei que pertence ser gay,
toda a gente deve ser.
Mas eu, lamentavelmente
não sou como toda a gente;
Como aconteceu... não sei,
peço desculpa por isso,
mas confesso: sou… diferente.
Sei que vos pode ofender
esta minha enfermidade,
pois um gajo que assim pensa
hoje em dia, não tem nexo;
deveria ser banido,
expulso da comunidade.
É uma vergonha indecente
Gostar de mulher, ter filhos
Casar, afagar, perder-se
Com pessoa doutro sexo!
Uma nojeira repelente;
Dar-lhe, até, beijos na boca
em público! E declarar
Esta sua preferência
Que eu nem sei classificar!
Tenho uma vergonha louca
E desejo penitência
por tal desconformidade,
retardamento, machismo,
doença, fatalidade!
Já tentei tudo: - inscrevi-me
em saunas, aulas de dança
cursos de perfumaria
origami, greco romana,
ioga - para ter ousadia
boxe - p’ra ganhar confiança...
Mas quando chega o momento
De optar… sou… decadente,
Recorrente e insistente.
Opróbrio raro e demente,
Ver uma mulher seduz-me,
Faz-me vibrar, deslumbro.
Vê-la falar, elegante;
Vê-la deslizar, sensual
Como vestal, deslumbrante
Seu peito assim, saltitante
Sua graça embriagante
olho com gosto, caramba,
lamento ser tão ...normal.
Mas eu confesso que sinto
- neste corpo tão cansado
Que da vida já viu tanto...
Ainda sinto um desejo
Que m’ envergonha bastante
Por ser já tão deslocado
tão antigo, assim tão fora
do mais moderno critério.
Valia mais estar calado
Mas amigos, já agora
Assumo completamente:
- Tenho esse problema sério.
Nunca integrarei partidos
Onde não sou desejado.
No planeta das tais cores
não tenho dia aprazado,
nem bandeira, nem veado,
nem “orgulho” especial!
Sou mesmo do “outro lado”
dito “heterossexual”
e já me chateia um bocado
Ter que dizer, embaçado,
que me atrai o feminino
e sou apenas “normal”!
- e, portanto, avariado.
Mas… mesmo assim, - saudosista,
imensamente atrasado,
terrivelmente cercado,
conservador nesse ponto,
foleiro, desajustado...
perdoai-me tal pecado
- Não me sinto ...assim tão mal!

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Barrosão de Boticas

por antipulhítico, em 31.01.17

Aviso que o conteúdo desta citação contém termos que podem chocar gente mais "sofisticada". O autor é Barrosão de Boticas.

"Come-se melhor no café do Armindo ou na Olga de Boticas do que em 99,99% dos 60 restaurantes Michelin de Londres. O facto de Portugal ter poucas estrelas deve-se ao facto dos inspectores da michelin serem ex-cozinheiros dos restaurantes de Paris, uma p... duma cidade onde 90% nunca provou polvo e 99% nunca comeram um tomate que não tivesse saído duma estufa, gente sem cultura gastronómica, coisas que levam uma vida a aprender. Não admira que a cozinha dessas cidades se baseie em carne de m... ou algum peixe congelado que são afogados em muitas ervas, muitos molhos, e muitos floreados. Um salpicão dos reais, uma alheira, ou uma faneca fresca temperada só com sal, não sabem o que sejam. Têm técnicas, é verdade que têm algumas. Têm ingredientes, cultura e saber? No c...zinho. Se algum dia o Ramsay me aparece à frente a dar show e a tentar mostrar-me que sabe alguma coisa de cozinha, leva logo um murro nos cor... que só se levanta passados 10 minutos. E quando se levantar levo-o a Boticas para ele provar a qualidade das couves e legumes que deito às galinhas e os restos de carne e presunto que deito aos cães, coisas que nem nas p... das lojas mais refinadas de produtos orgânicos (aquilo é que me dá vontade de rir, os gajos deliram, não fazem a mínima ideia do que é material verdadeiro!) de Londres viram algum dia. O resto é apenas ignorância. A mim não me fo... porque os conheço pela frente e ainda pior, conheço-os por trás, pela porta da cozinha. Ide-vos fo... vós e as estrelas, comei vós essa m...!"

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O LEVANTAR DO VÉU ????

por antipulhítico, em 13.01.17

Quem são os terroristas?

SABIA que a Goldman and Sachs, oCitygroup, o Wells Fargo e outros semelhantes apostaram biliões de dólares na destruição do euro? Se o EURO cair ou desvalorizar eles ganham milhões!


Sabia que obtiveram avultadissimos lucros durante a crise financeira de 2008 (que permanece viva...) e há suspeitas de que foram eles que manipularam o mercado?

Sabia que o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa? Mas tudo ficou na mesma...

Sabia que ficou demonstrado que o banco Goldman and Sachsaconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados numdeterminado sentido, mas o próprioGoldman and Sachs realizou apostas em sentido exactamente contrário no mesmo mercado?

Sabia que deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com o respectivo prejuízo para os seus clientes)?

Sabia que estes manipuladores se estão a transformar nos homens mais ricos e influentes do planeta e se divertem a ver os países tombar um por um?

Sabia que todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta, em resultado desta actividade predatória?

Sabia que tudo acontece com a cumplicidade de alguns governantes e das autoridades reguladoras?

Sabia que desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos?

Sabia ainda que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, vários outros metais, petróleo, e até cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, manipulando o mercado?

Sabia que, desta maneira, manipula o crescimento da economia mundial, e condena milhões de pessoas à fome?

Sabia que o Goldman, com a cumplicidade das agências derating, pode declarar que um governo está insolvente e, como consequência, os produtos financeiros sobem e, assim, obriga os países a pedirem mais empréstimos com juros agiotas impossíveis de sustentar (como se tem feito com a Grécia, Portugal e outros) — Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esses países?
- De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem.
- Para isso, infiltra pessoal dos seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a manipular a evolução política e económica a seu favor e em prejuízo das populações. Cargos como os do CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. de que fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), Vitor Gaspar, Carlos Moedas, e muitos outros que por lá passam para aprenderem como se roubam os povos do Mundo e se fazem fortunas pessoais e/ou de corporativas financeiras.

Sabia que alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, têm fortes ligações ao Goldman and Sachs?

Sabia que este poderoso império do mal, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias?

 

 Sabia que é do interesse deste mundo financeiro que isto não passe pela cabeça dos povos, que já vivem diariamente com a ameaça crescente desta forma de terrorismo?

 

Texto de Domingos Ferreira, da Universidade Nova de Lisboa, Professor/Investigador na Universidade do Texas, EUA. 

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Os primos!!!

por antipulhítico, em 29.11.16

A não perder!!!!

 

Origens com ADN!!!

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O melhor da vida ...

por antipulhítico, em 29.11.16

Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. Sua avó levou-a para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou-as no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.

 

Cerca de vinte minutos depois, desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela. Virando-se para a neta, ela disse: "Diga-me o que você vê."

"Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido. Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: "O que significa isso, vovó?"

Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis - sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.

"Qual deles é você?", perguntou a avó. "Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?

Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?

Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente - a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?"

E você? Como lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz.

As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo - elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho. Que todos nós possamos ser como o café!

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