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A verdade é como o azeite...

por antipulhítico, em 22.02.14

Não sendo novidade para muita gente, é sempre bom lembrar...

Lá diz o povo, a  verdade é como o azeite. Acaba sempre por vir à  tona.

 

1-  A partir de 2008 torna-se  evidente que a operação Face Oculta foi redirecionada pela  investigação e pelos Media para  passar a visar  principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar  de governo, porque havia gigantescos interesses em jogo e, em  particular, o caso BPN prometia dar cabo do PSD.

2. Das  fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de  uma torrente de lama inesgotável, que todos os nossos Media  evitam tocar.

3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima,  de que Isaltino também foi uma peça fulcral, nem foi sequer  abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o BPN ,  inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é  sabido. A tática então escolhida pelo polvo  laranja foi  desencadear um inquérito parlamentar paralelo, para averiguar  se Sócrates estava ou não a «asfixiar»  comunicação social  ! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o caso BPN e  desviar as atenções.

4. Mas é interessante examinar  como é que o negócio IPO/Lima foi por água abaixo.

5.  Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com  dezenas de milhões, amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira  e Costa, Isaltino pressionava o governo para deslocar o IPO  para uns terrenos de Barcarena, concelho de Oeiras.   Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos Limas e  Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a  «cedê-los generosamente» ao Estado para lá construir o IPO.  Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os  terrenos e não o ministério da Saúde, porque assim o preço  podia s ajustado entre os amigos vendedores compradores,  quiçá com umas comissões a transferir para a Suíça.

6.  Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!) do IPO  entre 2002 e 2005, estava bem dentro de todos os assuntos e  tinha ótimas relações para propiciar o negócio. Além disso,  construiu a imagem de homem que venceu o cancro, história  lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o  companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o  nome, pois ao Lima pai não convinha que o seu nome figurasse  como interessado no negócio.

7. Em Junho de 2007  Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra dos  terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse  nunca foi a quem os ia comprar, claro). E pressionava o  ministro da Saúde: "Se se der uma mudança de opinião do  governo, o cancelamento do projeto não será da  responsabilidade do município de Oeiras."

8. Como  assim, "mudança de opinião do governo"?

9. Na verdade,  Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo encarava  a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que  estava a procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade,  para esse efeito. Nenhuma decisão tinha sido tomada, nem nunca  o seria antes das eleições para a Câmara de Lisboa, que iam  realizar-se pouco depois, em  Julho de  2007.

10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara  de Lisboa, cuja presidência foi conquistada por António Costa,  anunciou que ia disponibilizar um terreno municipal para a  construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em Chelas,  Lisboa. Foi assim que se lixou o projeto Lima-Isaltino: o  ministro Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e  a nova Câmara de Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em  Lisboa. Com Santana à frente da autarquia e um ministro da  Saúde do PSD teria tudo sido  muito diferente. E os Limas  e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte  Lima até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do  amigo Isaltino.

11. Sabemos como, alguns meses depois  deste desfecho, o ministro Correia de Campos foi atacado por  Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de janeiro  de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo  Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse  mês. Não sabemos  o que terá levado Cavaco a visar dessa  maneira um ministro do governo Sócrates, por sinal um dos mais  competentes.  Que Cavaco queria a pele de Correia de  Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do  projeto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu  amigo Duarte Lima e ao polvo laranja (ª). É bem possível que essa tenha sido  a razão.

(ª) -  É bom que se entenda que o polvo laranja tem como pai o  Senhor Silva, hoje PR, que nunca falou sobre o BPN...
 

Se queres reverter esta situação e ver a justiça feita  pela força  dos cidadãos, então repassa para todos os teus contactos  sem receio  do que possam vir a pensar de  ti. É urgente despertar a sua  consciência.

 

--
Com amizade 

da Elis

 

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2 comentários

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De Fatima Santos a 23.02.2014 às 09:47

O caso BPN esconde de facto algo de proporções gigantescas e inimagináveis. Nem tem só a ver com o polvo laranja mas acredito que toda a perseguição a Sócrates que também não tem uma folha imaculada, serviu para desviar atenções sobre o BPN.
Quanto a Duarte Lima, não faço ideia se os pormenores aqui citados são ou não a verdade, mas a mim parece-me mais manobra dos laranjas protegerem o seu menino. Vejamos, Duarte Lima foi acusado de homicídio e o MP brasileiro exigia a sua extradição para ser julgado no Brasil. Agora veja a parte dos terrenos que são o mote da acusação a Duarte Lima:
Sabemos que o BPN, ou Oliveira e Costa, concedeu a Duarte Lima um crédito para adquirir um imóvel. Uma vez que Duarte Lima não está em condições de liquidar o crédito concedido pelo BPN, o BPN entra na posse de um activo real, o imóvel dado por Domingos Duarte Lima como garantia. Onde estava afinal a burla de Duarte Lima, depois da PARVALOREM receber o bem como liquidação da dívida em referência? Ou os administradores da PARVALOREM são incompetentes, ou são aldrabões, ou o bem foi aceite, como é prática e boa de qualquer executante, por um valor substancialmente abaixo do real. As propriedades do Lima só apareceram quando foi necessário encontrar mais um bode expiatório para lançar aos leões do circo. O perfil do alegado homicida adequava-se e, para lá do mais, suspendia a extradição que as autoridades brasileiras solicitavam. Saldava-se numa protecção cautelar ao réu do processo que decorria no Brasil. Por isso o processo contra Duarte Lima apresenta todos os indícios de ruir. Há muito mais em jogo no caso BPN do que simplesmente o nome de Cavaco, Oliveira e Costa e Duarte Lima. É denunciado por aí, ninguém tem medo de dar a cara, mas por acaso já reparou que os media só relatam aquilo que convém ao regime?
Bem haja.
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De Fatima Santos a 23.02.2014 às 10:00

Se me permite uma sugestão que penso também ser urgente repassar, leia este blogue

http://transparente.blogs.sapo.pt/o-bpn-sobreviveu-21293

até assombra a maneira como este autor dá a cara, sozinho, contra tudo e todos, a desvendar meandros do caso BPN que pouca gente conhece e que já motivou que fosse ameaçado e caluniado mas sem qualquer desistência da parte dele. Um exemplo de coragem. Porque acha que os jornalistas não pegam naquilo?

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