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Fuga aos impostos...

por antipulhítico, em 01.03.21

Resumindo: quem se safa é a «lagosta» e quem se lixa é o «mexilhão»!...

"Isto foi difundido pela TV “SIC Notícias”

O ex. Director das Finanças decidiu divulgar aos Portugueses algo de muito grave!

José Azevedo Pereira, antigo director-geral do fisco, confirmou que os políticos fazem as leis com os buracos necessários para os multimilionários não pagarem impostos.

Vejam o vídeo e partilhem o máximo que puder, porque infelizmente estas noticias nunca fazem manchete nos órgãos de comunicação social…

Passam sempre despercebidos! "Será que os FACILITADORES ( leia-se Sociedades de Advogados) tem algo a ver com isto? 


OBS: CLARO ESTÁ QUE NÃO É NADA QUE NÃO SAIBAMOS,MAS DITO PELO ANTIGO DIRECTOR GERAL DAS FINANÇAS PUBLICAMENTE TEM OUTRO IMPACTO CÁ NA MALTA.

Ver video!

 

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Denúncia alarmante

por antipulhítico, em 01.03.21

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer! 

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

 

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos codificadores que sejam consumidos de forma serializada. 

Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista,

 que chega a assemelhar-se ao da máfia.



A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no ADN eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o ADN e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

 

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo…
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos codificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

 

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

Fonte : paradigmatrix



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Oração polémica

por antipulhítico, em 04.12.20

Veja aqui!

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PÔNCIO PILATOS E JESUS DE NAZARÉ

por antipulhítico, em 27.09.20

Jesus foi condenado à pena de morte por blasfémia, por afirmar que era Deus perante o Grande Conselho do Sinédrio. A pena que estava prevista era a morte por lapidação. Mas os juízes querem que Ele seja crucificado. Para isso, precisam da condenação pelos romanos, por Pôncio Pilatos. Jesus foi levado a Pilatos, que convencido da inocência de Jesus, tentou várias maneiras de o libertar. Mas os Judeus pediam aos gritos a crucificação. E, por fim, ameaçam Pilatos de acusar o governador ao Imperador Tibério.

E aqui começa a “pulhitice”: Pilatos lava teatralmente as mãos e declara que é inocente do sangue de Jesus. E a seguir… entrega-O para ser crucificado! O medo da queda em desgraça leva-o à incoerência de declarar a inocência de Jesus e, a seguir dar o seu consentimento para a crucificação e morte.

O apego ao Poder corta a Justiça. Tal como agora, no século XXI… 

 

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Palavra do Senhor...

por antipulhítico, em 17.09.20

 

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.

 

Assim:

- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei.

- Aos Ingleses, organizados e pontuais.

- Aos Argentinos, chatos e arrogantes.

- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

- Aos Italianos, alegres e românticos.

- Aos Franceses, cultos e finos.

- Aos Portugueses, inteligentes, honestos

e políticos.

 

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade, indagou:

 

Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos portugueses foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

 

Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.

Tens toda a razão!

Façamos então uma correção!

De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!

 

- Assim, o que for político e honesto, não pode ser inteligente.

 

- O que for político e inteligente , não pode ser honesto.

 

- E o que for inteligente e honesto, não pode ser político.

 

     Palavra do Senhor.   

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Recados...

por antipulhítico, em 22.04.20

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Pandemia democrática

por antipulhítico, em 10.04.20

Manuel Loff

Público, 9.4.2020

Depois dos primeiros bombardeamentos alemães de 1940, Churchill visitou os bairros populares do East End londrino. Para animar as mulheres que salvavam o que podiam das suas casas destruídas, gritava-lhes um sonoro "Nós aguentamos!" Indignadas, elas responderam-lhe: "Pois, mas quem aguenta somos nós!" Eram operárias que, sem casa e refugiadas com as famílias nas estações do metro, continuavam a trabalhar para o esforço de guerra enquanto as upper classes dos bairros ricos se tinham retirado para as suas casas de campo. Churchill percebeu que o melhor era não repetir a visita...
Banalizou-se entre nós a metáfora da guerra para descrever a atual pandemia, alimentando um novo imaginário moral que se tornou hegemónico: o de que todos estamos irmanados na mesma luta, uns mobilizados como soldados no combate, outros, confinados em casa (mais de 90% da população), gratos a quem luta por nós lá fora, obedientes no cumprimento do confinamento e de um teletrabalho frequentemente inadequado e, quando implica prestação de serviços à população (por exemplo, na educação), socialmente discriminatório para com a metade da população cujo acesso à internet é nulo ou precário.
Este discurso moral da guerra democrática porque ataca a todos por igual encerra dois graves equívocos. Esta não é uma guerra, nem são soldados os trabalhadores que, na saúde, nos cuidados sociais, na produção e distribuição alimentar, nos transportes, na manutenção de serviços básicos, asseguram os bens essenciais àqueles que se confinaram em casa (porque puderam ou a tal foram obrigados) e nela trabalham. Quando lhes agradecemos e as aplaudimos (sim, são mulheres a maioria de quem assegura este esforço), lembremo-nos que Marcelo, governo e a grande maioria do Parlamento lhes retirou o direito à greve por entender que o que elas fazem é estratégico. Quem votou este estado de emergência reduziu-as todas a soldados: querem que desempenhem obedientemente as suas funções. Mas nenhuma delas é um soldado; todas são profissionais dedicadas, com deveres mas também com direitos que deviam ter sido mantidos intactos: segurança no trabalho, equidade na retribuição do esforço, direito à greve, claro, quando tudo atrás não for respeitado. Só o medo explica que a grande maioria dos portugueses pareçam aceitar como inevitável perder o direito ao protesto organizado, como se esse fosse o preço a pagar pelo alívio que sente por poder desempenhar as suas tarefas a partir de casa.
Esta pandemia é tudo menos democrática! Não só porque afeta sobretudo, já sabemos, os mais frágeis, porque idosos ou portadores de doenças crónicas, mas também porque a doença nunca é socialmente igualitária. Os pobres que fazem parte de grupos de risco têm uma qualidade de vida significativamente inferior e uma morbilidade muito superior à daqueles que não são pobres. E pobres, em Portugal, é o que mais há, e o que mais vai haver: 320 mil desempregados, mais 552 mil em layoff, que perderam já 1/3 do seu salário. Quantos despedimentos se estão a fazer, sem qualquer interdição legal, entre mais de um milhão de contratados a prazo, a recibos verdes, em subemprego a tempo parcial?
Quem repete diariamente que a prioridade absoluta é vencer a covid-19, e só depois enfrentarmos as novas batalhas, não invisibilize a pandemia da pobreza que se expande ao mesmo tempo que a do coronavírus. Ela vai ser muito mais longa, e provavelmente muito mais dolorosa. Estamos a entrar na maior crise económica e social mundial desde 1929, ou até desde há 150 anos. A última parecerá uma brincadeira comparada com a crise perfeita em que já estamos: de consumo e de produção, em simultâneo; já não se compra e, antes ainda do grosso das falências, também já não se produz. Mais de 80% dos trabalhadores a nível mundial vivem em países afetados por medidas de confinamento, diz a OIT. Se governos e a grande maioria dos cidadãos entender que não se deverá retomar a atividade produtiva antes de assegurado o não-contágio, a situação prolongar-se-á (mais surto, menos surto) até ao verão de 2021. Lembra-se de quando se achava que isto eram 15 dias, um mês, e depois tudo voltava ao normal?
Quem apoia o estado de emergência contra a pandemia, não finja, pelo menos, que não viu a devastação social que aí vem. Que assegure a socialização das consequências. Que devolva os direitos que roubou. Sem eles, não há resistência efetiva contra crise alguma.

 

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Portugal no seu melhor

por antipulhítico, em 26.03.20

 

Isto é apenas uma gota no OCEANO chamado Portugal!



Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...

 

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Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua .......

Segundo a revista Focus (pág.25 ), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês.
Quem é ele?
Perguntam vocês...              Pensem um pouco... Mais um bocadinho...

Não era fácil...:


- Pedro Santana Lopes    (MAIS UM JOB)

 

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A opinião pública é fabricada por quem? Penso que todos somos influenciados pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.

 

ESTÃO TODOS CALADINHOS, PORQUÊ ????????????????

Subsistema de Saúde dos Jornalistas.

Por que será que andam caladinhos?   Objectividade da análise jornalística?

Porque é preciso ter os jornalistas na mão....

O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!

A  Caixa de   Previdência e  Abono de  Família dos   Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro  António Costa e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa    (Maria  Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...).

O Ministro José António Vieira da Silva declarou, em Maio último, que esta  Caixa manteria o mesmo estatuto!
Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.
É só consultar a tabela de reembolsos anexa....
Mas este escândalo não será divulgado pela comunicação social,  porque é parte interessada (interessadíssima!!!) pelo há que o divulgar ao máximo por esta via!!!

 

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Era a manchete do Expresso e custa  acreditar. A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e  toca de incompetentes.
Veja-se:
Um quadro superior da GALP, admitido em  2002, saiu com uma   indemnização de 290.000 euros, em 2004.  Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a  REFER, quando Mexia passou a ser  Ministro das O.P. e  Transportes...
O filho de Miguel Horta e Costa,  recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo,  6600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi  consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350  euros/mês, além de  gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de   ordenado.
Manuel Queiró, do PP, era  administrador da área de imobiliário(?)   8.000euros/mês.
A contratação de um  administrador espanhol passou por ser-lhe  oferecido 15  anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da  casa e do colégio dos filhos, entre outras  regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais  Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.  Custo: 17 anos  de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de  vida igual  a 70  meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente  do Conselho de Administração. Um cargo   não  executivo(?) era  remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas  presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs  no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000  euros...
  

 Outros exemplos  avulsos:
Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar  para a área financeira a 10.000  euros por mês; A especialista em  Finanças que foi para  Marketing por 9800 euros/mês...  Neste momento, o presidente da  Comissão executiva ganha   30.000 euros e os vogais 17.500. Com os novos aumentos,  Murteira Nabo passa de 15.000 para 

20.000  euros  mensais.

A GALP é o que é, não por culpa  destes senhores, mas sim dos amigos que  ocupam, à vez, a cadeira do  poder. É claro que esta atitude, emula do   clássico "é fartar,  vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria  GALP/Governo. Esta dupla, encarregada de "assaltar" o  contribuinte  português de cada vez que se dirige a uma bomba de  gasolina, funciona  porque metade do preço de um litro de combustível  vai para a empresa e, a outra metade, para o  Governo.
Assim, este dream team à moda de  Portugal, pode dar cobertura a um bando de   sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o  pagamento de um  qualquer favor político...

Antes sustentar as  gasolineiras espanholas que estão no mercado do que  estes vampiros!!!

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Assunto:PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO  ACTIVA ( Dados de 2004) 

(Fonte EUROSTAT,  publicado no Correio da Manhã)

Suécia .. 33,3%  

Dinamarca ..30,4%  

Bélgica .. 28,8%

Reino Unido ..27,4%  

Finlândia ..26,4% 

Holanda .. 25,9%  

França .. 24,6% 

Alemanha .. 24% 

Hungria .. 22%  

Eslováquia ..21,4%

Áustria .. 20,9% 

Grécia .. 20,6% 

Irlanda .. 20,6% 

Polónia .. 19,8% 

Itália .. 19,2% 

República Checa  ..19,2%  

PORTUGAL .. 17,9% 

Espanha .. 17,2%  

Luxemburgo .. 16%

  Não há pois funcionários públicos a mais. Há sim uma distribuição  não correcta, o que faz com que haja sectores em falta e outros em excesso. 

  Por exemplo, a reforma administrativa que, sem dúvidas, urge fazer-se, deverá  começar por mudar a realidade dos dados que nos indicam  que cada ministro deste e de outros  governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média  de 136  pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de  gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e  56 viaturas,  apenas CINCO vezes mais que  no resto da Europa.

      Há políticos e  governantes que querem a diminuição cega dos quadros apenas para que as empresas  privadas de seus amigos e padrinhos possam ser contratadas para fazer serviços  públicos ("Outsourcing") e possam facturar muito. 

   Finalmente, o  contraste entre o destaque dado pela comunicação social controlada e até  corrupta. 

  Se serviu para alguma  coisa, o «programa dos Prós» da RTP de 22 de Maio, foi que, quando as comadres  se zangam, sabem-se as verdades. E a verdade que saiu do programa da RTP foi que  temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito  dinheiro.

   Nestes  dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião  pública, foi a da necessidade de   200 mil despedimentos  na função pública.

   Resulta que somos  o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população  activa.

   A realidade  sustentada por alguns governantes e ex-governantes, nada mostra quanto aos  factos que estarão na base de tais afirmações, tão pouco se naqueles 200 mil, estarão os milhares de  "boys" nomeados pelo mesmo sistema que os esses mesmos  governantes construiram nos últimos 20 e alguns anos.

    Assim se  informa e se faz política em Portugal.   



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Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.

 

De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.



De acordo com o disposto na alínea a) do nº.2 do artigo 37º do decreto-lei nº.498/72 de 9 de Dezembro, em caso de aposentação motivada por incapacidade ou doença, constitui regalia dos magistrados judiciais auferirem a sua pensão de aposentação por inteiro, como se tivessem todo o tempo de serviço para tal necessário.

 

Por esse motivo , o Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.

Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.

 

Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P.

 

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Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal. Gostava de viver numa verdadeira Democracia! 

 

  • Todos com o mesmo sistema de saúde;
  • Todos a pagarem impostos;
  • Todos a terem reformas merecidas e justas;
  • Todos com o mesmo sistema de Justiça e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres;
  • Etc...

 

Peço a quem ler esta mensagem que divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos.

 

tiago.lab@gmail.com

 

Um abraço

 

De um simples professor.












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A impunidade dos fortes

por antipulhítico, em 20.02.20

 

Num contexto de esforço financeiro pedido aos contribuintes, que continuam a pagar a gestão danosa destes alquimistas do grande capital, o mínimo exigível seria garantir a liquidação das coimas e multas aplicadas. Como poderá perceber na edição de hoje do JN, nem isso acontece. Dez antigos gestores foram chamados a liquidar 16,8 milhões de euros, tudo na sequência de irregularidades detetadas pelos supervisores, só que, por motivos vários, a maioria das multas ficam por cobrar. A contestação é quase sempre gizada em grandes escritórios de advogados e, não raras vezes, termina em prescrição. O resultado é devastador para a credibilidade do Estado.

A crise da banca, uma desconstrução de instituições e personalidades que se projectaram de braço dado com políticos importantes um pouco por todo o Mundo, não é de agora. Os primeiros abalos foram sentidos em 2008 e as cascatas desabaram até chegarem a esta estabilidade construída em porcelana, onde somos aconselhados a mexer devagarinho. À queda dos impérios, os países foram respondendo com estratégias distintas. Do 80 da pequena Islândia, onde foi criada uma prisão especial para os responsáveis por fraudes, corrupção e branqueamento de capitais, ao 0,8 de Portugal, onde a verdadeira punição caiu em cima dos contribuintes.

É por isso que não me surpreende que também no nosso país comecem a conquistar admiradores movimentos acantonados nas franjas da democracia. A culpa é de todos, mas sobretudo de um Estado cuja eficácia na cobrança parece extinguir-se quando os prevaricadores são os donos das grandes fortunas.

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Quem é Dominic Cummings?

por antipulhítico, em 29.01.20

 

http://visao.sapo.pt/atualidade/2019-10-05-Quem-e-Dominic-Cummings-o-genio-do-Brexit-?fbclid=IwAR0rqheIGNhJ9pJetlBsWvc0838eePiueLbXG6Wr6ZLq05wHvuEvXo2LVNY 
  TOLGA AKMEN

Em 2016, convenceu a maioria dos britânicos a abandonarem a União Europeia. Agora, quer acabar o trabalho o quanto antes e não olha a meios para ser bem-sucedido. Quem é Dominic Cummings, o estratega que aconselha Boris Johnson e define as políticas de Londres?

Filipe Fialho

FILIPE FIALHO

Jornalista

“Já tivemos chefes de Governo que eram muito chegados aos seus conselheiros, mas nunca pessoas que parecem controlar o trabalho dos ministros. Ele comporta-se como um autêntico vice-primeiro-ministro. É como se o Reino Unido estivesse a ser governado por alguém que não foi eleito.” O aviso é de um dos mais prestigiados académicos britânicos, Timothy Paul Bale, professor na Universidade Queen Mary, em Londres. Quanto ao alvo do seu comentário, dá pelo nome de Dominic Cummings, o todo-poderoso estratega e conselheiro especial de Boris Johnson, o primeiro-ministro do país.

Comecemos por um recente incidente, no interior do número 10 de Downing Street, para que se fique a perceber do que é capaz esta personagem nascida há 47 anos, em Durham, no Norte de Inglaterra. No final da tarde de 29 de agosto, Sonia Khan, principal conselheira do ministro das Finanças, é chamada para uma reunião urgente na residência oficial do chefe de Governo. Ao entrar, é imediatamente acompanhada para uma sala onde a esperava Dominic Cummings. Este último, frente a vários outros assessores, acusa-a de ser uma “traidora” e de promover fugas de informação para a Imprensa. Surpreendida e sem capacidade de resposta, Sonia obedece ainda quando lhe são pedidos os seus dois telemóveis – um para os contactos oficiais, o outro para os pessoais. Com os aparelhos desbloqueados, Dom – como também é conhecido, embora haja cada vez mais gente a chamar-lhe Darth Vader – começa a inspecionar as listas de chamadas. Alguns minutos depois e com a tensão ao rubro, o estratega do primeiro-ministro diz-lhe que ela está despedida. Motivo: andou a falar com elementos da equipa de Philip Hammond, o ex-ministro das Finanças e deputado conservador que tem sido um dos rostos da oposição interna a Boris Johnson e que defende uma saída negociada com a União Europeia.

Sonia Khan ainda tenta defender a sua honra e explica que se limitou a falar com um antigo colega de trabalho e amigo. Em vão. Aos berros, Cummings explica-lhe que a decisão está tomada e que ela pode arranjar outro emprego. Mas o incidente, relatado com todo o pormenor pelos órgãos de comunicação social britânicos, não acaba aqui. Com ar enlouquecido, Dom decidiu igualmente chamar um elemento da Scotland Yard para acompanhar Sonia Khan até à rua. As várias testemunhas nem queriam acreditar: “O que ele anda a fazer é nojento. Pavoroso!”, afirmou ao diário The Guardian alguém que preferiu não se identificar por razões óbvias. No dia seguinte, foi a vez de o ministro das Finanças, Sajid Javid, ir pessoalmente a Downing Street pedir satisfações a Boris Johnson, manifestando a sua indignação por ninguém lhe ter dito nada sobre Sonia Khan e por entender que Dominic Cummings está “fora de controlo”. Claro que o protagonista desta história saiu incólume de todo o processo, apesar dos numerosos protestos. Um antigo diretor da Scotland Yard, Dal Babu, afirmou que deveria haver uma investigação ao que se passou a 29 de agosto, com vários dirigentes conservadores e da oposição a partilharem a mesma opinião e a denunciarem a “cultura do medo” e o “reino de terror” instituídos pelo antigo e brilhante estudante de Oxford. O mais curioso é que tudo isto era mais do que previsível. Em meados de julho, Boris Johnson contratou Dominic Cummings com a missão de consumarem o divórcio com a União Europeia até 31 de outubro, de neutralizarem Nigel Farage (o eurofóbico líder do Brexit Party) e de esmagarem Jeremy Corbyn e o resto da oposição, na eventualidade de haver eleições legislativas antecipadas. O desafio foi logo aceite por Dom mas, tal como fizera em 2016, quando o incumbiram de chefiar a campanha do Leave, exigiu liberdade total para fazer o que lhe desse na real gana – com um pormenor adicional. Além de autonomia nas decisões, exigia ainda fidelidade incondicional. E, como a maioria dos jornais britânicos informou no final de julho, a primeira reunião organizada por Cummings em Downing Street serviu para ele transmitir uma mensagem muito clara a todos os colaboradores: “Quem discutir as minhas decisões pode considerar-se despedido.” A sorte de Sonia Khan demonstra que ele aparenta ter muitos e grandes defeitos, mas é um homem de palavra.

AS PAIXÕES RUSSAS

Filho de um engenheiro e gestor da indústria petrolífera e de uma professora, Dominic Cummings fez uma estranha opção de carreira quando terminou os seus estudos em História Antiga e Contemporânea. Entre 1994 e 1997, viveu e trabalhou na Rússia, onde se apaixonou pela língua e pelas obras de Dostoiévski, de Tchékhov e, sobretudo, de Tolstói – sabendo de cor páginas inteiras do romance Anna Karenina. O seu percurso em Moscovo está envolto em algum mistério, mas tudo indica que foi um dos muitos estrangeiros que aproveitaram a implosão da União Soviética para se lançarem nos negócios e faturarem à custa do caos reinante durante a presidência de Boris Ieltsin. É também esta herança russa que leva muitos dos seus detratores a chamarem-lhe Beria – devido a Lavrentiy Beria, antigo chefe da polícia secreta estalinista e um dos maiores torcionários do período soviético.

No entanto, quem melhor conhece Dominic Cummings afiança que uma das suas figuras inspiradoras é o coronel John Boyd, um antigo piloto da Força Aérea dos EUA. Também apelidado The Mad Major Genghis John, este antigo conselheiro do Pentágono era uma figura carismática que lidava mal com a autoridade, mas que influenciou milhares de militares e de gestores com as suas teorias sobre como se deve reagir a um determinado acontecimento para derrotar os adversários, nomeadamente o conceito de OODA Loop (do modelo ou ciclo, em inglês, “Observe Orient Decide Act”). As noitadas promovidas nas últimas semanas por Cummings, às vezes regadas a cerveja, retratam igualmente o espírito de corpo e o ambiente de caserna, com ele a exigir que os outros assessores lhe respondam com um sonoro “Yes, sir” e renunciem a horas de sono e ao tempo com a família. Aliás, a 15 de agosto, num perfil que lhe foi traçado por The Telegraph, explica-se que ele quer dedicação exclusiva para a sua missão ser bem-sucedida e que está disposto a abdicar de fins de semana, folgas e qualquer descanso até o Reino Unido estar formalmente fora da União Europeia. Uma regra que se aplica não apenas a si como a todos os que com ele têm de trabalhar. Ou seja: é uma pessoa metódica, incansável, inteligente e maníaca. Traços que já exibia em Oxford e que levavam alguns seus companheiros a alvitrarem-lhe grandes voos futuros: “Já se percebia que ele tinha de fazer alguma coisa maluca, como ser ditador num qualquer país distante.” No entanto, ainda de acordo com The Telegraph, um antigo professor de Dom, Michael Hart, recorda-o como um “aluno muito esperto” que não era exatamente obsessivo, antes alguém “muito determinado”.

 

OS SUBSÍDIOS E OS INSULTOS

O currículo de Cummings atesta-o. Ele não se move por cargos, dinheiro ou honrarias. E não perde nunca uma oportunidade para dizer o que pensa, doa a quem doer. No início do século, quando se tornou um verdadeiro spin doctor (consultor político), deu mostras do seu euroceticismo e aceitou trabalhar para o então líder do Partido Conservador, Iain Duncan Smith. O seu objetivo era combater o governo trabalhista de Tony Blair e impedir que Londres abdicasse da libra e desse luz verde à substituição da moeda britânica pelo euro. Foi bem-sucedido, mas demitiu-se logo a seguir e assinou uma coluna de opinião a explicar que Duncan Smith era um “incompetente” e que, caso chegasse ao poder, seria “um primeiro-ministro ainda pior do que Blair”. O desemprego e o tempo livre levaram-no a passar largas temporadas na quinta da família, em Durham, onde aproveitou para estudar, ler e aprofundar os seus conhecimentos de russo e de matemática. Sabe-se agora que, no último quarto de século, a dita propriedade recebeu mais de 235 mil euros em subsídios agrícolas da União Europeia, mas que isso nunca alterou a postura anti-Bruxelas de Cummings.

Em 2007, acabava-se o retiro em Durham e Londres voltava a chamar Dominic. Desta vez, o convite era feito por Michael Gove, um antigo militante trabalhista que mudou para os tories quando frequentava a Universidade de Oxford, onde conheceu Boris Johnson e David Cameron. Três anos depois, Gove era ministro da Educação, e Cummings o seu principal assessor e chefe de gabinete. Uma oportunidade única para mostrar o que valia. As suas opiniões e comentários faziam com que o seu sucesso fosse proporcional às inimizades que ia alimentando. Desbocado como sempre, descrevia sindicatos, professores e funcionários públicos, em geral, como “the blob” – ou “amiba”, numa referência ao filme de ficção científica homónimo, estreado em 1958, no qual entrava Steve McQueen e cuja história se resumia a um ser extraterrestre e gelatinoso que invade o planeta e engole a civilização. Uma vez, desafiou diretamente uma proposta do vice-primeiro-ministro, o liberal democrata Nick Clegg, ao dizer publicamente que ele bem podia esperar sentado até haver refeições gratuitas nas escolas. 
O facto de nunca se ter inscrito como militante do Partido Conservador também lhe permitiu criticar impunemente vários dirigentes tories, como é o caso de David Davis, também ele um eurocético dos quatro costados, acusado por Cummings de ser um “bronco” e “preguiçoso como um sapo bexigoso”. Mimos pelos quais acabaria por pagar caro, com o primeiro-ministro David Cameron a dizer, em 2014, que Dominic era um "psicopata de carreira". O assessor veio a demitir-se mas, curiosamente, nunca se conheceram pessoalmente.

PRONTO PARA NOVO REFERENDO

O ambiente de crispação dentro dos tories por causa da União Europeia acabou por baralhar os planos de Dominic passar mais tempo com a mulher, a aristocrata Mary Wakefield, editora da revista, quase centenária, The Spectator. E no início do verão de 2016, acaba por saborear a maior vitória política da sua vida. No referendo realizado a 23 de junho desse ano, 51,8% dos eleitores britânicos (17,4 milhões de pessoas) votam a favor do Brexit. É o corolário de uma campanha de praticamente um ano em que ele, como diretor, usou de todos os truques para alcançar a vitória. O famoso slogan “Take back control” (“Retomemos o controlo”, do Reino Unido entenda-se) é da sua autoria, tal como a decisão de pôr autocarros vermelhos pelo país a informar que Londres pode e deve deixar de pagar à União Europeia 350 milhões de libras por semana, para que esse dinheiro seja investido no NHS, o sistema nacional de saúde (público). Pelo meio, ainda espalhou rumores absurdos – como a possibilidade de 70 milhões de turcos entrarem no Reino Unido face à iminente adesão de Ancara à UE. No entanto, como várias investigações acabariam por demonstrar, Dominic Cummings contou com a preciosa ajuda de empresas especializadas em big data (sobretudo a AggregateIQ ) que o ajudaram a seduzir e a mobilizar eleitores indecisos e mal informados, através das redes sociais. Por outro lado, a campanha do Leave foi formalmente acusada de ter violado as regras de financiamento eleitoral, ao ter ultrapassado o patamar máximo de sete milhões de libras, através de expedientes ilícitos e de doações que continuam por explicar. Como se não bastasse, Cummings foi ainda acusado de desobediência pelo Parlamento, em março, por se recusar a prestar esclarecimentos sobre os seus métodos políticos. O spin doctor, que é também admirador de Sun Tzu e de Bismarck, alega estar inocente e nega, por exemplo, ter contado igualmente com o auxílio da Cambridge Analytica, a famosa empresa que geriu clandestinamente milhões de dados e de perfis do Facebook. No entanto, não deixa de ser espantoso que o desempenho de Cummings, nas últimas seis semanas, coincida com as novas divisões entre os habitantes do Reino Unido por causa do Brexit. O país, no entender de muitos analistas, está a viver a pior crise constitucional dos últimos 350 anos, e há uma forte possibilidade de tudo isto se prolongar. É que Dominic Cummings é um verdadeiro “engenheiro do caos” – expressão do ensaísta italiano Giuliano da Empoli – e basta ir ao seu blogue para o perceber. No texto que aí publicou a 27 de março, intitulado As ações têm consequências, adverte os seus adversários de que está pronto para um novo referendo e que eles continuam sem perceber o que lhes aconteceu nos últimos três anos: “Vencê-los de novo e por uma vantagem maior será mais fácil do que em 2016.”

6 factos incríveis sobre Dominic Cummings

A cada dia que passa, o principal conselheiro e estratega do primeiro-ministro britânico alimenta polémicas. E é cada vez mais óbvio que ele se está a divertir no cargo que ocupa há pouco mais de dois meses

1.Margaret Thatcher, a antiga primeira-ministra do Reino Unido (1979-1990), costumava dizer que os "conselheiros servem para aconselhar, os governantes servem para governar". Dominic Cummings é o caso típico de alguém que é muito mais do que um spin doctor. É ele que define de forma clara a estratégia de Boris Johnson, o atual líder do Governo britânico. Aliás, é por isso que vários dirigentes do Partido Conservador e da oposição já exigiram a demissão de Cummings.

2. Devido à influência de Cummings, o primeiro-ministro Boris Johnson decidiu afastar no final de setembro dois conselheiros históricos do Partido Conservador, sir Lynton Crosby e Will Walden. Para os meios de comunicação social britânicos não há quaisquer dúvidas: Boris já só aceita dicas de duas pessoas: a namorada, Carrie Symonds, e Dominic Cummings.

3. O estratega mor do Governo britânico tem sido comparado a Rasputine, o místico e polémico conselheiro do último czar da Rússia, mas os tablóides e o resto dos media usam outras alcunhas para Dominic Cummings: Darth Vader, o vilão da saga Star Wars; The Mekon, a personagem malvada de uma banda desenhada dos anos 60 do século passado; e Beria, o líder da antiga polícia política soviética, no tempo de Estaline.

 

4. A 3 de setembro, enquanto Boris Johnson anunciava aos deputados britânicos a suspensão do Parlamento durante cinco semanas para impor um hard Brexit e formalizar a saída da União Europeia a 31 de outubro, Dominic Cummings decidiu aparecer e circular de forma provocadora nos corredores parlamentares, de copo de vinho na mão.

5. Na primeira semana de setembro, Cummings terá confessado a alguns amigos e colaboradores que só votou uma vez na vida: no referendo de junho de 2016, em que 52% dos britânicos se manifestaram a favor de uma saída do país da União Europeia.

6. Apesar do Supremo Tribunal ter considerado ilegal a decisão do Governo de suspender o Parlamento e de uma série de outros revezes políticos, Boris Johnson permanece fiel à estratégia definida por Cummings: saída formal da UE no dia das Bruxas, convocar eleições legislativas antecipadas e, se necessário, realizar um novo referendo sobre a UE. O estratega que criou o novo slogan usado pelo Executivo, Get Brexit done (vamos fazer acontecer o Brexit), está convencido que pode esmagar a oposição numa eventual ida às urnas e as sondagens dão-lhe razão. Os tories levam dez pontos de vantagem sobre a oposição, o partido ganhou mais de 25 mil novos militantes desde o início do verão e as doações e os financiamentos estão a crescer a um ritmo nunca visto nos últimos anos.

 



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