Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O total de imparidades registadas pelos nove maiores devedores chega aos 912,1 milhões de euros.

Seguem os nomes que surgem na lista dos maiores devedores da CGD., divulgado pela comunicação social.

Grupo Artlant – 476,4 milhões de euros e 214 milhões em perdas de crédito (imparidades) reconhecidas. A Artlant foi criada para desenvolver um grande projecto industrial em Sines, com a construção de uma unidade do sector químico. O promotor era o grupo catalão La Seda, grupo que depois de entrar em crise chegou a ter como accionista de referência o empresário português Carlos Moreira da Silva, líder da Barbosa e Almeida (e accionista do Observador). A Caixa Geral de Depósitos começou por ser uma grande financiadora, mas acabou por se tornar accionista da La Seda, onde ainda tem 14%, e da própria Artlant. Um envolvimento que tinha também como objectivo assegurar a realização do investimento na fábrica de Sines.
A empresa avançou com um processo de revitalização especial (PER) e em 2015, a Caixa reclamou créditos superiores a 520 milhões de euros. A última informação disponível já do início de 2015 é da que foi proferida a sentença de homologação do plano de recuperação.

Grupo Efacec – 303,2 milhões de euros de créditos e 15,2 milhões de imparidades. A exposição resultará do financiamento à empresa, mas também aos seus dois maiores accionistas, o grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves. Os grupos portugueses venderam 65% da principal unidade do grupo Efacec, a Efacec Power Solutions, a Isabel dos Santos há cerca de um ano. O negócio, avaliado em 200 milhões de euros, foi mais do que uma simples venda, esteve enquadrado numa reestruturação de dívida dos accionistas e da empresa. A Caixa enquanto credora participou no financiamento desta operação.

Vale de Lobo – 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades. É um negócio imobiliário polémico que se cruza com o inquérito judicial ao antigo primeiro-ministro José Sócrates e que envolve ainda Hélder Bataglia, o presidente da Escom. A decisão da Caixa Geral de Depósitos de entrar no empreendimento de luxo no Algarve data de 2006 e tem sido atribuída ao então administrador do banco público, Armando Vara. A Caixa é accionista da sociedade que explora Vale do Lobo, ao mesmo tempo que é a maior financiadora. Em 2014, a holding de imobiliário que detinha esta participação reconheceu perdas de 196 milhões de euros, parte da qual será atribuída a Vale do Lobo. Nas contas de 2015, a Caixa diz que a situação líquida era negativa em 137 milhões de euros. O banco do Estado tem uma participação financeira de 24%, mas é também o maior credor deste empreendimento que no ano passado foi posto à venda.

Auto Estradas Douro Litoral – 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de créditos perdidos. A concessão de autoestradas volta a cruzar os caminhos do banco do Estado com o grupo José de Mello que, através da Brisa, é um dos maiores accionistas desta concessionária que entrou em incumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os bancos financiadores, nomeadamente ao nível dos rácios. A Douro Litoral é uma concessão com portagens cuja receita tem-se revelado muito abaixo do previsto e insuficiente para remunerar o investimento. A empresa tem em curso vários pedidos de compensação financeira ao Estado, no valor global de cerca de 1,4 mil milhões de euros que estão a ser analisados em tribunal arbitral.

Grupo Espírito Santo – 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades. A Caixa Geral de Depósitos, enquanto maior banco português, foi também a instituição financeira que mais exposta estava ao Grupo Espírito Santo. O Observador fez um levantamento, em maio do ano passado, da exposição da banca ao GES, ainda com base em listas provisórias de valores reclamados pelos credores de sete sociedades que estavam em processo de revitalização ou insolvência. O montante era da ordem dos 1.300 milhões de euros. A Caixa reclamava cerca de 410 milhões de euros.

Grupo Lena – 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades. O grupo construtor com sede em Leiria foi um dos que mais cresceu durante o último ciclo de obras públicas em Portugal, durante os governos de José Sócrates. O Grupo Lena esteve nas autoestradas, na renovação do parque escolar, e no projecto da rede de alta velocidade (TGV), onde fez parte do consórcio que ganhou o primeiro contrato, e que entretanto foi cancelado. A Lena cresceu também para outros sectores — turismo, energia e comunicação social — e outras geografias, ganhando importantes contratos em mercados emergentes, como a Argélia e a Venezuela. A demora e incerteza na concretização destes contratos internacionais, alguns obtidos à boleia das viagens oficiais do ex-primeiro ministro, José Sócrates, e o asfixia do mercado de construção português apanharam o grupo em contramão, em plena aposta expansionista. A Lena teve que travar a fundo e fazer uma reestruturação do seu endividamento.

Grupo António Mosquito – 178 milhões de euros e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos. O empresário angolano sempre ajudado e representado pelo seu advogado Proença de Carvalho, está associado a dois investimentos em Portugal: a Soares da Costa e a Controlinveste. No caso da Caixa, a exposição a António Mosquito poderá resultar do financiamento ao empresário português que era o maior accionista da Soares da Costa, Manuel Fino. A Caixa era um das grandes financiadoras de Manuel Fino, tendo inclusive, executado uma parte das ações que o empresário tinha na Cimpor.

Reyal Urbis – 166,6 milhões de euros de empréstimos que lhe foram concedidos, com 133,3 milhões de imparidades. A imobiliária espanhola já estava identificada em 2013 como uma das principais devedoras da Caixa, altura em que apresentou um processo de insolvência — o segundo maior da história de Espanha. No ano anterior, o endividamento da empresa tinha chegado ao 3, 6 mil milhões de euros. O Santander e a filial Banesto estavam entre os maiores credores da imobiliária que lhe devia 830 milhões de euros, apontava então o jornal espanhol El Mundo que colocava a CGD na lista dos credores minoritários.

Finpro SCR – 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades totalizadas. Esta sociedade teve como accionistas Américo Amorim, o fundo da Segurança Social e o Banif, e realizou vários investimentos internacionais, financiados com dívida, sobretudo na área das infraestruturas. A Finpro entrou em processo especial de revitalização em 2014 e notícias apontam a Caixa como detentora de mais de metade da dívida da Finpro. Uma das participações da Finpro era no sociedade gestora do Porto de Barcelona que foi vendida no ano passado. A sociedade terá entretanto sido considerada insolvente com uma dívida de 268 milhões de EUROS.

E SE VOCÊ TIVER UMA DÍVIDA DE 5 EUROS AO FISCO……CUIDADO….

E QUEM VAI TER QUE PAGAR ESTA PIPA DE MASSA ?

ADIVINHOU?

CERTO!?

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento do dia (de uma grande mulher)!

por antipulhítico, em 05.05.18

A 2 de fevereiro de 1905 nasceu em S. Petersburgo a filósofa e
escritora americana Alissa Zinovievna Rosenbaum, mais conhecida como
Ayn Rand, falecida em Março de 1982 em Nova York. Ficou famosa esta
frase dela, que se aplica como uma luva ao que vivemos em Portugal nos
dias de hoje:

"Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a
autorização de quem nada produz, quando te deres conta de que o
dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com
favores, quando te deres conta de que muitos na tua sociedade
enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, e
que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles
contra ti, quando enfim descobrires ainda que a corrupção é
recompensada e a honradez se converte num auto-sacrifício, poderás
afirmar, taxativamente, sem temor a equivocar-te, que a tua sociedade
está condenada. “



AYN RAND (1950)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Professor quem és tu?

por antipulhítico, em 04.12.17

CIENTE! que aprendeu foi somente caminho para o que é, e quem o instruiu, ensinou, educou, já lá foi ou simplesmente cumpriu seu papel, LEIA E REFLITA sobre este "statement" de Merkel e RECORDE com o RESPEITO e GRATIDÃO que sempre serão devidas às pessoas que fizeram de você o que você é!

IMG-20171120-WA0006.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

As minhas imagens de 2017

por antipulhítico, em 25.11.17

Cabo do Mundo

IMG_20170718_210241 (1).jpg

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Político, Pulhítico...

por antipulhítico, em 25.11.17

"Eu fiz política 

Nasci

Cresci

Pulei

 Puli 

Poliram-me 

 

Gostei!

 

Pulhi 

Pulhei 

Subi

Cheguei 

 

Sou Rei! 

 

 

Eu fiz política 

Morri 

Mirrei 

 

 

Que fui?

Político?

Pulhítico?

 

 

Não sei?"

 

 

De: Carta aberta ao mundo de Nelson Mendes

Janeiro 1975 - Edições ITAU

Autoria e outros dados (tags, etc)

Altice – Tudo “bons rapazes”!

por antipulhítico, em 03.10.17

Do jornal "O Tornado"

 

Para se poder ter uma noção real do que se está a passar na PT/Meo/Altice e daquilo com que não apenas os seus trabalhadores, mas também os cidadãos portugueses em geral estão confrontados, é preciso conhecer-se o que são verdadeiramente a Altice e os seus satélites, os seus donos e os seus gestores, e as respectivas práticas e objectivos.o     

 

1. O que é, afinal, a Altice e quem são os seus donos?

Altice.jpg

 

A Altice é – na sua essência e independentemente da miríade de entidades (só) jurídico-formalmente distintas que ela vai constituindo, designadamente em cada País onde actua – um fundo de investimento, criado no Luxemburgo em Maio de 2001, direccionado essencialmente para os sectores das telecomunicações e, cada vez mais, para a informação da comunicação social (eufemisticamente designada de “produção de conteúdos”). Os seus três fundadores e principais accionistas são o franco-israelita Patrick Drahi (que, em Setembro último, numa conferência de imprensa realizada após a compra da operadora americana Cablevision, declarou publicamente: “eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder”), o milionário português Armando Pereira, residente em Lausanne, conhecido como o “implacável no corte de custos”, o principal responsável pelos despedimentos na Cabovisão e na Oni e apresentado pelo ex-ministro Pires de Lima como “um herói”) e Bruno Boineville, todos eles constando entre os 5 mais ricos investidores ligados à internet em França.

Em Portugal, a Altice começou por comprar, em 2012, a Cabovisão somente por 45 milhões de euros à empresa canadiana Cogeco Cable, que a havia adquirido 6 anos antes por 465 milhões, e logo a seguir levou a cabo um despedimento colectivo de mais de 100 trabalhadores (com grávidas e dirigentes sindicais à cabeça) que, aliás, ainda hoje esperam pelo pagamento das respectivas indemnizações.

Em meados de 2013, a Altice comprou, por 80 milhões de euros aos seus dois accionistas (Onigestin e Riverside) a Oni, a qual tinha sido vendida, 7 anos antes, pela EDP pelo montante de 160 milhões de euros.

Em Junho de 2015, a Altice – que entretanto vendeu quer a Cabovisão, quer a Oni ao fundo de investimento APAX – comprou à Oi, por cerca de 7.4 mil milhões de euros, a PT Portugal SGPS, SA (resultante da divisão da primitiva Portugal SGPS, SA nessa mesma empresa e na PT SGPS, a holding ligada à falida Oi, e hoje denominada Pharol).

Mesmo esse negócio está envolto em circunstâncias mais que nebulosas. Desde logo, porque a Altice beneficiou de um gigantesco desconto de 1,3 mil milhões de euros supostamente a título de contingências ou encargos com os trabalhadores ditos excedentários.

Depois, porque, mesmo antes de tal negócio estar concretizado, já o então Ministro da Economia Pires de Lima visitara, em Maio de 2015, a sede da Altice em Paris, tal como foi com a mesma Altice visitar a PT Inovação em Aveiro e inaugurou, com Armando Pereira ao lado, o centro de apoio a clientes em Vieira do Minho.

Enfim, porque Hernani Vaz Antunes, um dos testas de ferro do mesmo Armando Pereira, foi entretanto a Tribunal reclamar (ainda que até agora sem êxito) a “módica” quantia de 70 milhões de euros a título de “comissão” pelas actividades de intermediação no dito negócio, designadamente reuniões com o Presidente da Oi, Otávio Azevedo, entretanto preso no Brasil em Julho de 2015, no âmbito da chamada “Operação Lava Jacto”…

E o que tem sempre feito a Altice em toda a expansão do seu negócio e em todas as aquisições?

Tem desde logo esperado, qual abutre atento, pela agonia de empresas ou grupos empresariais e adquirido os mesmos a preço de saldo, pelo método do endividamento (o denominado leverage buy out ou high by-leveraged transaction, em que uma significativa parte do preço de compra é financiada por “alavancagens”, ou seja, empréstimos), aumentando assim exponencialmente as dívidas do próprio Grupo Altice, que passaram de 2 mil milhões de euros em 2012 para 50 mil milhões de euros em 2016, para além de ter um montante de mil milhões de provisões para litigâncias inscritos nos respectivos balanços.

Depois, tem procedido a violentos “cortes de custos” (leia-se, abaixamento de salários e despedimentos) e a cessões formais de áreas de negócio para empresas subsidiárias, praticamente sem capital e sem património, e também sem contratação colectiva nem direitos sociais, mas que são detidas e/ou comandadas pela própria Altice.

2. E quem é o Sr. Michel Combes?

Altice 1.jpg

 

Como chairman da Numericable-SFR do Grupo Altice e Chief Operating Officer da mesma Alltice, é a cara mais visível do Grupo e é o tal que tem repetidamente afirmado que não existiria qualquer plano para fazer despedimentos em Portugal e que foi completamente desmascarado com a revelação do estudo interno contemplando 3 cenários de despedimentos, de entre 4.000 a 6.500 trabalhadores.

O Sr. Michel Combes foi Vice-Presidente e Director Financeiro da France Telecom (que entretanto mudou de nome para Orange) onde, sobretudo entre 2006 e 2009, houve uma violenta reestruturação que determinou 60 suicídios. Saído dessa empresa por ter perdido para Didier Lombard a batalha pela presidência, acabou na Alcatel-Lucent onde chefiou directamente um violento processo de corte de custos (leia-se, mais despedimentos) e preparou a fusão com a concorrente Nokia para, nas vésperas da consumação de tal fusão, sair com um pacote compensatório de… 13.7 milhões de euros (o qual, após inúmeros protestos e denúncias e até a intervenção da própria Medef, a confederação patronal francesa, lá aceitou que fosse reduzido para 7.9 milhões de euros, numa drástica história que aliás faz lembrar a da PT, em que gestores como Zeinal Bava e Henrique Granadeiro fizeram cair o valor da empresa 87% em 10 anos – de 2004 a 2014 – mas se pagaram a si próprios “prémios de gestão” de 117 milhões de euros!…

E na SFR o Sr. Combes é também responsável por cerca de 5.000 despedimentos, que inicialmente se comprometera a não executar durante um período mínimo de 3 anos mas que já manifestou a intenção de levar rapidamente a cabo.

3. E quem, afinal, é Paulo Neves?

Altice 2.jpg

 

Ele também passou pela Oni em 1998, mas foi CEO da PT desde Julho de 2015, altura em que escreveu uma carta aos trabalhadores onde declarou que era “com elevado sentido de responsabilidade e enorme satisfação” que assumia tal cargo e que a PT Portugal era “uma referência no sector, em Portugal e no mundo. Uma empresa líder e com reconhecido ADN de inovação”. Para logo algum tempo depois se arrogar dizer que “a PT conseguia fazer o mesmo que faz agora com menos 5000 trabalhadores”.

Para culminar, em 12 de Julho último, confessou em audiência na Comissão Parlamentar de Solidariedade e Trabalho que o número de contra-ordenações levantadas pela ACT quintuplicou no presente ano de 2017, que as saídas dos trabalhadores são “uma primeira parte do processo de agilização da empresa”, que – apesar de o ter negado ao Público em 16/12/16 – há cerca de 200 trabalhadores para quem “não há trabalho e que não devem estar a ser pagos sem estar a trabalhar”, “que existem salas ou serviços de “deslocalização” para os trabalhadores que não aceitam assinar revogações por mútuo acordo (mesmo que sem acesso ao subsídio de desemprego). Ou seja, teve afinal de confessar que as declarações pomposas do Sr. Michel Combes de que não haveria qualquer plano de despedimentos, imediatos ou a prazo na PT, e que todos os direitos dos trabalhadores seriam respeitados, não passam de uma verdadeira falácia.

Tendo-lhes caído por completo a máscara, só restava ao Sr. Combes virar o disco e tocar o mesmo, ou seja, substituir o Sr. Neves por uma nova cara, a da Senhora Cláudia Goya que, vinda da Microsoft, também já anunciou o seu… “elevado sentido de responsabilidade” e tem por objectivo “elevar o estatuto da PT a referência mundial no sector”.

4. O desmascaramento dos “bons rapazes”

Altice 3.jpg

 

Perante o desmascaramento não apenas de todo aquele plano de despedimentos como também do sucessivo decréscimo do investimento tecnológico de qualidade, a PT/Altice/Meo voltou-se então para a última das manobras fraudulentas: a da transferência de trabalhadores para outras empresas, sob a invocação de pretensa transmissão de empresa ou de estabelecimento.

A verdade, porém, é que os serviços prestados pelas pretensas unidades pretensamente transmitidas (ou parte delas…) continuam a ser assegurados pelos mesmos trabalhadores, nos mesmíssimos locais de trabalho, com os mesmos instrumentos, utensílios, aplicações informáticas de suporte e os mesmos processos e objectivos de negócio, sob os mesmos planos, orientações e directrizes da Altice e respectivas chefias, só que (e apenas nalguns casos) aparentemente intermediadas por quadros das ditas empresas prestadoras de serviços. As quais são empresas do Grupo Altice (Sudtel Tecnologia, Tnord Tech, Field Force Atlântico) e actuarão nos termos dos contratos, designadamente de prestação de serviços e/ou de cessão de exploração, cujos exactos termos estão a ser escondidos mas tornam absolutamente claro que essa pretensa “transmissão de estabelecimento” não passa de uma fraude à lei, tão só destinada a emagrecer falsa e fraudulentamente a PT e a permitir um futuro e rentável negócio da venda da empresa “às postas”.

Aliás, com as assim artificialmente criadas diminuição da massa salarial e elevação dos custos da PT (pelas prestações de serviço asseguradas por empresas do Grupo, não apresentam lucros em Portugal mas consolidam contas nas holdings do Grupo sitas na Holanda e no Luxemburgo), não apenas é cada vez mais reduzida a solvabilidade da própria PT, como são as receitas do Estado português em sede de impostos, principalmente de IRS e de IRC, que são cada vez menores.

E a provocatória “cereja no topo do bolo” de todo este processo de “desnatação” produtiva, tecnológica e laboral – que torna bem clara a natureza do grande negócio de especulação financeira que ele representa – é a última das invenções fraudulentas da Altice: obriga a Meo e a PT a mudarem de nome para a Altice e cobra por isso à PT algo como 50 a 70 milhões de euros anuais que, esvaziando ainda mais os bolsos daquela, vão direitinhos para os bolsos dos senhores Drahi, Monteiro e Boneville, sem encargos fiscais.

A luta dos trabalhadores da PT/Meo/Altice é, pois, mais que justa! E transcende, e em muito, o âmbito da sua própria empresa, assumindo mesmo uma natureza nacional.

Porque no fundo, no fundo, ela significa: a fraude e a ganância dos abutres financeiros não passarão!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Papa Francisco TED 2017

por antipulhítico, em 24.07.17

Boa noite — ou bom dia, não sei bem que horas são aí. Qualquer que seja a hora, estou contente por participar no vosso encontro. Gosto muito do título – “The future you” – porque olha para o amanhã, mas convida desde hoje ao diálogo, olhando para o futuro convida a dirigir-se a um "tu", "The Future You". O futuro é feito por vós, é feito de encontros, porque a vida decorre através das nossas relações. Os meus muitos anos de vida amadureceram a minha convicção de que a existência de cada um de nós está interligada à dos outros: a vida não é só tempo que passa, mas tempo de encontro. Quando encontro ou escuto doentes que sofrem, emigrantes que enfrentam terríveis dificuldades na procura de um futuro melhor, presos que carregam um inferno no coração, pessoas, em especial os jovens, que não arranjam trabalho, surge-me uma pergunta: "Porquê eles e não eu?" Eu também nasci numa família de migrantes. O meu pai, os meus avós, tal como muitos outros italianos, partiram para a Argentina e conheceram o destino dos que nada possuem. Eu também podia ter acabado entre essa gente "posta de lado". É por isso que me interrogo, do fundo do coração: "Porquê eles e não eu?" Primeiro que tudo, gostaria muito que este encontro nos ajudasse a recordar que todos precisamos uns dos outros, que nenhum de nós é uma ilha, um "eu" autónomo e independente, separado dos outros. Só podemos construir o futuro mantendo-nos juntos, sem excluir ninguém. Não pensamos muito nisso, mas as coisas estão todas ligadas, e precisamos de restabelecer as nossas ligações. Mesmo os juízos duros que guardo no coração contra o meu irmão ou a minha irmã, aquela ferida que não sarou, a ofensa que não foi perdoada, aquele rancor que só me vai fazer mal, é tudo um pedaço de guerra que carrego comigo, é um fogo no coração que é preciso extinguir, antes que irrompa um incêndio que transforme tudo em cinzas. Por diversas razões, muitas pessoas não acreditam que seja possível haver um futuro feliz. Estes temores devem ser levados a sério, mas não são intransponíveis. Podem ser ultrapassados, se não nos fecharmos em nós mesmos. Porque a felicidade só pode ser encontrada como um dom de harmonia de todos os elementos no seu conjunto. Também a ciência — sabeis isso melhor do que eu — aponta para uma compreensão da realidade onde todas as coisas estão numa interligação contínua entre si. Isso leva-me à minha segunda mensagem. Como seria belo se o desenvolvimento da inovação científica e tecnológica fosse acompanhado por uma igualdade e inclusão social sempre maiores! Como seria belo se, à medida que descobrimos novos planetas distantes, descobríssemos as necessidades dos nossos irmãos e irmãs que orbitam à nossa volta! Como seria belo que a fraternidade, esta palavra tão bela e, por vezes, incómoda, não se reduzisse apenas à assistência social mas, pelo contrário, se tornasse na atitude de base nas opções a nível político, económico e científico, nas relações entre as pessoas, os povos e os países. Só a educação na fraternidade, numa verdadeira solidariedade pode ultrapassar a "cultura do desperdício", que não diz respeito apenas aos alimentos e aos bens mas, acima de tudo, às pessoas que são marginalizadas dos sistemas tecnoeconómicos que, sem sequer se aperceberem, não colocam o homem no centro, mas os produtos do homem. A solidariedade é uma palavra que muitos desejam apagar dos dicionários. Mas a solidariedade não é um mecanismo automático, não pode ser programada nem controlada. É uma resposta livre, que nasce do coração de cada um de nós. Sim, uma resposta livre! Quando nos damos conta de que a vida, mesmo no meio de tantas contradições, é um dom, de que o amor é a fonte e o sentido da vida, como é possível retermos o desejo de fazer o bem a outro ser humano? Para fazer esse bem, precisamos de memória, de coragem e também de criatividade. Disseram-me que a TED reúne muita gente muito criativa. Sim, o amor exige uma atitude criativa, concreta e engenhosa. Não bastam as boas intenções e as fórmulas convencionais, tantas vezes usadas para apaziguar a consciência. Todos juntos, ajudemo-nos a recordar que os outros não são uma estatística ou um número. O outro tem um rosto. O outro é sempre um rosto concreto, um irmão de quem devemos cuidar. Jesus contou uma parábola para nos ajudar a perceber a diferença entre os que não se incomodam e os que se preocupam com os outros. Talvez já a tenham ouvido, é a Parábola do Bom Samaritano. Quando perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" ou seja, "Com quem me devo preocupar?" Jesus contou esta história, a história de um homem que tinha sido assaltado, roubado, espancado e abandonado na estrada. Ao vê-lo, um sacerdote e um levita, duas pessoas muito influentes na época, passaram por ele sem parar. Depois, chegou um samaritano, uma etnia muito desprezada. Aquele samaritano, ao ver o homem ferido, no chão, não o ignorou, como os outros, como se ele não fosse ninguém, mas sentiu compaixão por ele, comoveu-se. Essa compaixão levou-o a agir de modo muito concreto. Derramou azeite e vinho nas feridas daquele homem, levou-o a uma hospedaria e pagou do seu bolso para ele ser tratado. A história do Bom Samaritano é a história da humanidade de hoje. O caminho das pessoas está sulcado de feridas, porque o centro de tudo é o dinheiro, são as coisas, e não as pessoas. É habitual que as pessoas que se consideram "de bem", não se preocupem com os outros, deixando para trás tantos seres humanos, populações inteiras, na berma da estrada. Felizmente, também há aqueles que estão a criar um mundo novo, cuidando dos outros, mesmo à custa do seu bolso. De facto, a Madre Teresa de Calcutá disse: "Não podemos amar, se não for à nossa custa". Temos tanto que fazer, e temos que fazê-lo em conjunto. Mas como podemos fazer isso, com todo o mal que respiramos? Graças a Deus, nenhum sistema pode anular a nossa abertura ao bem, à compaixão à capacidade de reagir contra o mal, que nascem no fundo do coração do homem. Podeis dizer-me: "Sim, são palavras maravilhosas, "mas eu não sou o Bom Samaritano, nem a Madre Teresa de Calcutá". Pelo contrário, cada um de nós é precioso. . Cada um de nós é insubstituível aos olhos de Deus. Na noite dos conflitos que estamos a atravessar, cada um de nós pode ser uma candeia acesa, que recorda que a luz vence as trevas, e não o contrário. Para nós, cristãos, o futuro tem um nome, e esse nome é esperança. Ter esperança não significa sermos ingénuos de forma otimista que ignoramos a tragédia dos males da humanidade. A esperança é a virtude de um coração que não se fecha na escuridão, que não se fecha no passado, que não se limita a viver no presente, mas sabe ver o amanhã. A esperança é a porta aberta para o futuro. A esperança é uma semente de vida, humilde e oculta, que se transforma com o tempo, numa enorme árvore. É como um fermento invisível que faz levedar toda a massa, que dá sabor a toda a vida e pode fazer tanta coisa, porque basta uma pequena centelha de luz que se alimenta da esperança para acabar com a escuridão. Basta um único homem para que exista esperança e esse homem pode ser um de vós. Depois, poderá ser um outro e mais outro, e passamos a ser "nós". Então, a esperança só começa quando somos um "nós"? Não. A esperança começou com "um" de nós. Quando somos "nós", começa uma revolução. A terceira e última mensagem que queria partilhar convosco é sobre a revolução, a revolução da ternura. O que é a ternura? É o amor que se aproxima e se torna concreto. É um movimento que parte do coração e chega aos olhos, às orelhas e às mãos. A ternura significa usar os olhos para ver o outro, usar as orelhas para ouvir o outro, para escutar o grito das crianças, dos pobres, dos que têm medo do futuro. para escutar também o grito silencioso do nosso lar comum, desta Terra doente e poluída. A ternura significa usar as mãos e o coração para reconfortar os outros, para cuidar daqueles que precisavam. A ternura é a linguagem dos mais pequeninos, daqueles que precisam do outro. Uma criança afeiçoa-se à mamã e ao papá pelas carícias, pelo olhar, pela voz, pela ternura. Gosto de ouvir o papá ou a mamã a falarem com o seu bebé, quando imitam as crianças e lhe falam tal como ele fala, Isso é ternura: descer ao mesmo nível do outro. O próprio Deus desceu enquanto Jesus para ficar ao nosso nível. Este é o mesmo caminho que o Bom Samaritano percorreu. É o caminho que Jesus percorreu. Baixou ao nosso nível, atravessou toda a vida do homem com a linguagem concreta do amor. Sim, a ternura é o caminho que os homens e as mulheres mais fortes e mais corajosos percorreram. A ternura não é fraqueza, é coragem. É o caminho da solidariedade, o caminho da humildade. Vou dizê-lo claramente: quanto mais poderosos formos, quanto maior for o impacto das nossas ações sobre as pessoas, mais humildes devemos ser. Porque, senão, o poder arruinar-nos-á e arruinaremos os outros. Dizia-se na Argentina que o poder é como beber "gin" em jejum. Sentimo-nos tontos, embriagados, perdemos o equilíbrio e acabamos por fazer mal a nós mesmos e aos outros, se não juntarmos o poder à humildade e à ternura. Por outro lado, com humildade e amor concreto, o poder — o mais alto, o mais forte — torna-se um serviço, uma força para o bem. O futuro da humanidade não está só nas mãos dos políticos, dos grandes líderes, das grandes empresas. Claro, a responsabilidade deles é enorme. Mas o futuro está sobretudo nas mãos das pessoas que reconhecem o outro como a elas próprias e reconhecem-se como fazendo parte de um "nós". Todos precisamos uns dos outros. por isso, por favor, pensem em mim também com ternura, para eu poder cumprir a tarefa que me foi confiada para o bem dos outros, de todos, de todos vós, de todos nós. Obrigado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Norte, por Miguel Esteves Cardoso

por antipulhítico, em 19.06.17

Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela >entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'. Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Cenoura, ovo ou café?

por antipulhítico, em 08.05.17

Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. Sua avó levou-a para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou-as no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.

 

Cerca de vinte minutos depois, desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela. Virando-se para a neta, ela disse: "Diga-me o que você vê."

"Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido. Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: "O que significa isso, vovó?"

Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis - sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.

"Qual deles é você?", perguntou a avó. "Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?

Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?

Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente - a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?"

E você? Como lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz.

As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo - elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho. Que todos nós possamos ser como o café!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING

por antipulhítico, em 08.04.17

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...) Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo! Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha! Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer, dezer nós aqui no sul (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...) Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o que são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago! Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago? Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!! (texto escrito por Pedro Nuno Costa Sampaio seguindo o acordo ortográfico do Porto)

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D